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Estratégia não é sobre fazer mais. É sobre escolher melhor.

Existe uma diferença importante entre planejar e fazer estratégia, e é justamente aí que muitos negócios se perdem.


Em "Isto é Estratégia", Seth Godin propõe uma mudança de perspectiva: estratégia não é um plano rígido a ser seguido, mas sustentar escolhas consistentes ao longo do tempo.

Isso muda completamente a forma de olhar para o dia a dia dos negócios e principalmente, para áreas como comunicação e design.


E aí vem a provocação: quantas das decisões que tomamos hoje são, de fato, estratégicas?


Estratégia como posicionamento (e renúncia)

Uma das ideias de maior destaque que Seth Godin apresenta é simples e, ao mesmo tempo, "desconfortável": toda escolha estratégica implica abrir mão de outras possibilidades.

Porque dizer “sim” para um caminho exige dizer “não” para vários outros. Mas é essa renúncia que constrói clareza.


Outro ponto essencial: estratégia não acontece no vazio. Ela depende de cultura, comportamento e contexto. Ou seja, não basta ter uma boa ideia bem executada. É preciso que ela faça sentido dentro do contexto em que está inserida e para as pessoas que fazem parte dele.


Isso levanta algumas perguntas importantes para quem trabalha com comunicação:


💡 Essa solução considera o repertório de quem vai receber a mensagem?


💡 Existe alinhamento entre o que está sendo comunicado e a cultura do negócio, marca ou do projeto?

💡 Estamos tentando mudar comportamento ou apenas gerar atenção?


Porque, no fim, estratégia não é sobre o que você cria, é sobre a mudança que você consegue gerar. 


Um possível ponto de partida

Se estratégia é uma prática contínua de escolha, então talvez o trabalho comece com três perguntas intencionais:


💡 Que mudança eu quero provocar?


💡 Em quem, exatamente?


💡 Dentro de qual contexto essa mudança precisa acontecer?


Essas perguntas não são um briefing, são um filtro. E, quando bem respondidas, deixam de orientar apenas o que será criado e passam a orientar por que e para quem aquilo existe.


No fim, não é sobre prever. É sobre sustentar.

A maior virada está em entender que estratégia não é sobre controlar o futuro, é sobre sustentar um caminho.


Em um cenário saturado de informação e disputa constante pela atenção, o diferencial dificilmente está em fazer mais. Está em ter clareza suficiente para escolher melhor e, principalmente, em sustentar essas escolhas ao longo do tempo. 


😉

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