Estratégia não é sobre fazer mais. É sobre escolher melhor.
- Rilávia Lucena Rocha
- 15 de abr.
- 2 min de leitura
Existe uma diferença importante entre planejar e fazer estratégia, e é justamente aí que muitos negócios se perdem.
Em "Isto é Estratégia", Seth Godin propõe uma mudança de perspectiva: estratégia não é um plano rígido a ser seguido, mas sustentar escolhas consistentes ao longo do tempo.
Isso muda completamente a forma de olhar para o dia a dia dos negócios e principalmente, para áreas como comunicação e design.
E aí vem a provocação: quantas das decisões que tomamos hoje são, de fato, estratégicas?
Estratégia como posicionamento (e renúncia)
Uma das ideias de maior destaque que Seth Godin apresenta é simples e, ao mesmo tempo, "desconfortável": toda escolha estratégica implica abrir mão de outras possibilidades.
Porque dizer “sim” para um caminho exige dizer “não” para vários outros. Mas é essa renúncia que constrói clareza.
Outro ponto essencial: estratégia não acontece no vazio. Ela depende de cultura, comportamento e contexto. Ou seja, não basta ter uma boa ideia bem executada. É preciso que ela faça sentido dentro do contexto em que está inserida e para as pessoas que fazem parte dele.
Isso levanta algumas perguntas importantes para quem trabalha com comunicação:
💡 Essa solução considera o repertório de quem vai receber a mensagem?
💡 Existe alinhamento entre o que está sendo comunicado e a cultura do negócio, marca ou do projeto?
💡 Estamos tentando mudar comportamento ou apenas gerar atenção?
Porque, no fim, estratégia não é sobre o que você cria, é sobre a mudança que você consegue gerar.
Um possível ponto de partida
Se estratégia é uma prática contínua de escolha, então talvez o trabalho comece com três perguntas intencionais:
💡 Que mudança eu quero provocar?
💡 Em quem, exatamente?
💡 Dentro de qual contexto essa mudança precisa acontecer?
Essas perguntas não são um briefing, são um filtro. E, quando bem respondidas, deixam de orientar apenas o que será criado e passam a orientar por que e para quem aquilo existe.
No fim, não é sobre prever. É sobre sustentar.
A maior virada está em entender que estratégia não é sobre controlar o futuro, é sobre sustentar um caminho.
Em um cenário saturado de informação e disputa constante pela atenção, o diferencial dificilmente está em fazer mais. Está em ter clareza suficiente para escolher melhor e, principalmente, em sustentar essas escolhas ao longo do tempo.
😉
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